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Criado em 2008 por Kenzo Kimura, o Rafiado é um blog que fala exclusivamente sobre Publicidade e Propaganda do Ceará. Notícias do mercado, campanhas de agências locais, entrevistas com profissionais, vagas de emprego, portfólios, dicas de eventos e mais um monte de coisa massa.


Com o passar dos anos, o Rafiado se tornou um dos principais veículos de comunicação no segmento. Além de ser referência no Ceará e no Brasil, é também ponto de encontro de profissionais do país inteiro, professores, estudantes e simpatizantes de uma boa ideia.


Kenzo Kimura:

#publicitario #redator #rubronegro

Nasci em Minhas Gerais, cresci no Rio de Janeiro e amei o Ceará.
Criei o Rafiado ainda na faculdade. Hoje é ele que me cria.

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Como a Páscoa tá bem aí, nada mais apropriado do que um anúncio comemorativo. Este aqui foi feito na Acesso, pelo diretor de arte Sérgio Hansen. Infelizmente, não tenho o nome do redator. Quem souber, dá o toque.



por Kenzo Kimura




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- Publicitários são fodas! Aproveitam-se da comemoração da ressurreição de Jesus Cristo para venderem seus malditos ovos de Páscoa. Bando de safados!
- Ei, cara, limpa tua boca que tá suja de chocolate.



por Kenzo Kimura




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Ou o jornal O Povo está comemorando o 1 de abril atrasado ou o pessoal viajou pra Semana Santa e o estagiário bagunçou a pauta toda.

O jornal lançou hoje uma matéria sobre Blogs de Publicidade e adivinha qual foi o blog que ficou em 1 lugar na preferência da galera das agências daqui. Hein? Hein? Hein? Não, não foi o Rafiado. Foi o Brainstorm9. Mas, com muito orgulho e muita alegria, o Rafiado ficou em 2 lugar (Iiieeeeiiiiii!!!).

O único blog do Top 5 feito aqui na terrinha. Dá uma lida na matéria.

“Eu queria mandar um beijo pra minha mãe, pro meu pai e pra você”.

Valeu mesmo, moçada. Mas não se esqueçam da nossa campanha e vamos nessa fazer um blog cada vez melhor.

Abraço a todos e vejo vocês no próximo post.



por Kenzo Kimura




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Em novembro de 2007, quando o governador Cid Gomes implementou o programa Ronda no Quarteirão, aqui em Fortaleza, foi uma mistura de comemoração e indignação.

Cada “Ronda”, viatura Hilux SW4, foi comprada no valor estimado de R$165 mil. Ao todo, foram gastos algo em torno de R$57 milhões. E ninguém falava de outra coisa, senão na bendita (maldita) Ronda.


E foi pegando carona no assunto mais comentado do momento, que, na época, a 101 Macaco lançou um institucional mais do que oportuno. A redação ficou por conta do Thelmir Sarben e a arte, do Andrey Ohama.

Agradecimento especial ao Thelmir por, gentilmente, ter cedido a peça.


por Kenzo Kimura




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- Cara, tô sem ideia pra esse anúncio dos ovos de Páscoa Garoto.
- Topa fazer um all-typezão?
- Na hora. Como vai ser o título?
- “Garoto é o meu ovo!”.


por Kenzo Kimura




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Colhendo os frutos do GP Verdes Mares de Propaganda, esta semana foi a vez da galera da Slogan ganhar as páginas do Diário do Nordeste. Dá uma sacada aí.



por Kenzo Kimura




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Pensei em muitas maneiras de começar o Entre Rafis deste mês. Inúmeros adjetivos que descrevessem e fizessem jus a todas as qualidades dessa figura que tive a honra de entrevistar. Mas depois de tanto quebrar a cabeça, descobri que não tenho palavras para falar desse cara. Sorte a minha que ele tem muitas.

É com um imenso prazer que deixo vocês agora com o entrevistado do mês, o mestre: Carlos Bittencourt.

Ah, pode chamá-lo de Bitten. Segundo ele, só não vale “Bittencuzinho” e “Bittencuzão”.

***

Quem é Carlos Bittencourt?


Alto, magro, bonito e sensual… Bem, não é nada disso. Gosto de propaganda desde que me lembro. Se duvidar, aprendi a a ler vendo as placas de loja nas ruas. Cantava jingles e imitava comerciais de TV todas as vezes que eu minha irmã viajávamos no banco traseiro do fusquinha 66 do meu pai. Depois, tomei gosto pelas artes, escrevia muito, fazia quadrinhos. Fui um daqueles meninos que passava o tempo todo inventando coisa. Com 9 anos fiz um roteiro de uma filme de ficção com os meus bonecos. Filmei em Super 8 e exibi pra família. A partir daí, de alguma forma, a propaganda se fazia presente. Meu tio Carlos Paiva – redator de mão cheia e uma daquelas figuras históricas da propaganda cearense – teve muita influência na escolha da profissão. Eu devia ter uns 14 anos e ele me deu um livrinho básico sobre propaganda. Também é dele o nome de guerra que uso. De verdade, meu nome é Carlos Eduardo Bittencourt Paiva, aí, fomos trabalhar juntos e ele, por direito geriátrico, ficou com o nome dele. Acabou me chamando de Bittencourt. Virou o nome artístico. Foi ótimo, todo semestre eu faço uma piada nas instituições de ensino que dou aulas. Aos 16 fiz um curso de Desenho de Propaganda no SENAC do Rio de Janeiro e, depois disso, a propaganda entrou no sangue de vez. Mas fiz muita coisa… Fotografia, vídeo, direção de imagem, trabalhei em ONG, produtora e música. Vim para o Ceará convidado pelo Xyco Teóphilo. Aí, não voltei mais. Já são quase 15 anos. Aqui, passei pela Terraço, Ronma, Síntese, Máxima, Advance e, hoje, sou empresário dono de bodega: a Ipsilon Comunicação. Eu, o Erick Picanço e o Márcio Bastos lutamos para fazer uma agência voltada para o planejamento. E, acredito, estamos indo bem. Agora chega, né? Senão, fico contando história e não falo do resto…

***


1- Responda-me, grande Bitten, Redator publicitário tem licença poética?
Tem um bocado de poesia. Mas as licenças… Bem, arriscamos um bocado. Matamos o português, inventamos frases complicadas e, muitas vezes, até criamos uns neologismos… Mas não tem muita liberdade não. Nosso compromisso é atender as demandas de co
municação… Procuramos fazer isso da melhor maneira, mas sem nunca perder o foco nos resultados. Sempre arrumo confusão com isso. Não vejo propaganda como arte, usamos muitas técnicas artísticas mas, definitivamente, não me sinto um artista. Nunca acordei querendo fazer uma propaganda de sabão em pó para expressar minhas angústias. Chego na agência e um briefing me espera. Em casa, nas horas vagas, sento para escrever algumas besteiras para expressar meus sentimentos. Aí, tomo todos as licenças que posso. Na agência, sempre analiso até que ponto posso utilizá-las.

2- “O freguês tem sempre razão”. Isso vale para a propaganda?
O freguês tem sempre razão até a hora que a gente mostra que ele está errado. Não vale como verdade para propaganda. Aliás, não vale como verdade para quase nada. Uma vez li as regras de ouro da TAM. A primeira dizia: “O Cliente tem sempre razão”. A segunda, dizia mais ou menos assim: “Quando o cliente está errado, lei a primeira regra.”. Bem, pensei comigo, dá próxima vez que voar TAM vou pedir pro piloto deixar que eu pilote o avião. Se ele não quiser, vou mandar o cabra ler a primeira regra. Se ele insistir em não deixar, mando ele ler a segunda. Fica bonito no papel. Mas, na prática, o cliente entende pouco dos assuntos que fogem da alçada dele. Com propaganda é a mesma coisa. O cliente não conhece as nuances do mercado, as sutilezas do texto e do leiaute publicitário. Ele contrata uma agência e muitas vezes, temos que dizer coisas que ele não gosta de ouvir. O limite das discussões com o cliente é, na minha opinião, a ética. Fazer o que ele quer e ganhar um dinheiro mole ou, dizer e fazer o que ele precisa e, mais adiante, ganhar a admiração. O cliente, na verdade, poucas vezes é o dono da razão. Pelo menos no que concerne à publicidade.

3- Por quê as agências daqui ainda não abriram os olhos para as mídias on-line?
Perguntinha complicada… Acho que tem muita agência que não vê com bons olhos esse negócio de novas mídias. Não conseguem extrair os 20% e preferem direcionar a grana para mídias mais “seguras”. Por outro lado, aqui pelo nosso estado, carecemos de maior embasamento. Temos poucas pesquisas, retornos superestimados ou excessivamente sombrios. Tem esse negócio da geração de conteúdo que exige um maior aprofundamento. É uma linguagem viva, está em permanente estado de transformação. Muitas agências estão velhas. Os donos viraram outra coisa quem não publicitários. Perderam o contato com o mundo. É fundamental estar permanentemente conectado. Caçar as novidades no Youtube, circular pelos blogs, orkuts, twitters e todas essas ferramentas novas que se oferecem diariamente. Muitas agências ainda pensam que internet ou é jornal ou TV no computador. Não compreendem a essência, as diferenças. Ficam com medo e não arriscam.

4- Quem é mais competente: o Bittencourt-Redator, o Bittencourt-Diretor de Criação, o Bittencourt-Planejamento ou o Bittencourt-Sócio da Ipsilon?
Vixe! E olha que você ainda esqueceu o Bittencourt gaitista… Acho que ainda me sinto mais confortável na frente de uma tela desenvolvendo campanhas ou planejamentos. Mas, apesar de burro velho, ainda consigo aprender alguns truques novos. Virar dono de agência tem me ensinado muito. Inclusive tenho perdoado alguns pecados de meus antigos patrões. Não que deseje repeti-los, mas começo a compreender as dificuldades de ganhar dinheiro com essa atividade tão pouco respeitada aqui na nossa terra. A direção de criação hoje, na agência, está por conta do Márcio Bastos. Acabo virando um conselheiro de criação, participando de discussões mais amplas. Quando estou escrevendo, ele manda e eu obedeço. Na verdade, eu amo a publicidade, ainda vibro quando encontro um bom cam
inho ou vejo o trabalho dos colegas. Ainda acordo pensando nos desafios do dia como uma coisa legal. Não me imagino fazendo outra coisa.

Bitten em ação com sua banda de blues no Festival de Guaramiranga: Bittenblues.

5- “Só quem gosta de propaganda é publicitário”. Verdadeiro ou falso? Por quê?
Falso e verdadeiro. É falso porque, de verdade, nem publicitário gosta de propaganda. Já pensou? Você lá, no escurinho do cinema, curtindo o Cavaleiro das Trevas e, bem na hora que o Coringa vai fazer alguma, entra uma propaganda das Casas Bahia… Não dá. Ninguém gosta. Aí é que está a verdade e o grande desafio da nossa atividade. Cativar um público que não tá nem aí para o que a gente está oferecendo. O sujeito tá em casa vendo TV, entra o comercial, ou ele levanta ou muda de canal. Na revista e no rádio é a mesma coisa. Essa verdade só muda quando o consumidor está buscando produtos específicos. Aí, pinta a propaganda e ele fica ligado. Tentando ver onde começam as verdades sobre o produto e terminam os exageros da propaganda. Mas, quando a gente está publicitário. Ou seja, trabalhando ou buscando referências, adora “futricar” em sites ou anuários.

6- Vale a pena um profissional de criação sair daqui para tentar a vida e a sorte em agências de São Paulo?
Sempre vale a pena buscar os sonhos. Os meus fizeram o caminho inverso. Eu morava no Rio, trabalhava por lá, mas queria uma vida diferente, mais tranquila, com tempo para a família e coisas assim. Fortaleza prometia essas coisas. Mudou um bocado, é verdade, mas se você passar uns tempos em Sampa… O negócio por lá ainda é mais puxado. Mas a Meca é lá. Lá estão “os caras”, as grandes agências, os clientes de verdade. Não é uma vida fácil, mas se esse é o seu sonho. Meta as caras. Vencer em São Paulo é vencer no mundo. Talento temos de sobra. O cearense é um cabra danado, criativo e tudo o mais. Muitos dos nossos meninos estão lá mostrando como é que se faz. Mas tudo tem um preço. São Paulo é só trabalho. Não tem Jericoacoara nem Canoa Quebrada. Não tem caranguejo às quintas-feiras nem a “fulerage” da negada. Mas tem uma vida cultural digna dos maiores centros do mundo e uma ruma de dinheiro. Cada um sabe a dor e a delícia e onde apertam os calos. Não é mais para mim.

7- O modo de se fazer propaganda no Ceará se difere dos outros estados ou, com a globalização, a propaganda se homogeneizou?
Essa é um discussão antiga. Óbvio que temos nosso jeito de fazer propaganda. Lembro, inclusive, da campanha do jornal O Povo que papou 6 medalhas no CCSP. Aqui, ela passou meio desapercebida. Muito bacana, mas pouco comentada. Quando a paulistada viu as xilos, pirou. Parecia ser uma coisa realmente moderna, de outro mundo. Os caras tinham cansado de tudo que faziam. Os meninos aproveitaram o sucesso e se mandaram para São Paulo. A maioria ainda está lá, muito bem, fazendo muito sucesso. Esse exemplo, ao meu ver, traduz um pouco o que deve ser a globalização. Se você não tem algo seu para acrescentar, se perde. Fica reproduzindo o que é feito – e melhor – pelos outros. É preciso colocar algo seu, da sua região. Os Raimundos, pra mim são um exemplo legal. Misturaram Pernambuco com o rock e foram, num determinado momento, algo novo. Então, só para amarrar, temos que nos despasteurizar, valorizar o que é nosso e entender a globalização como uma soma, e não como uma subtração.

8- “As propagandas do Ceará não prestam, são horríveis”. Você acha que esse pensamento se deve à cabeça dos clientes ou ao posicionamento das agências?
Eu não acredito que a nossa propaganda não presta. Somos bons e temos muitos exemplos disso. Agências premiadas, clientes locais com resultados expressivos no cenário nacional. Tudo feito por aqui. Mas, é verdade, nosso cliente médio é conservador. A luta é mudar isso com competência, ética e respeito pelas diferenças. Aí, talvez, também as agências tenham sua parcela de culpa. Acabam cedendo, tendo que sobreviver. Nesse ponto, muitas vezes, mingau encaroça. Já tive a oportunidade de trabalhar com clientes nacionais que eram atendidos por agências locais, daqui do Ceará mesmo. Nosso trabalho não deixa nada a dever aos demais. Se você pensar, conforme coloquei na resposta anterior, muitas vezes são os cearenses fazendo o que sabem em outros estados. Não existe melhor ou pior. Nosso mercado é menor e isso tem um preço. A gente se ilude muito com o que é feito fora. Mas acaba vendo apenas o trabalho das grandes empresas e grandes agências. Quem teve a oportunidade de passar algumas horas na frente de televisões no Rio, São Paulo, Los Angeles ou Londres, viu que a maioria dos comerciais veiculados é ruim. A proporção é parecida. Tem pouca coisa boa e muita coisa ruim.

9- O que difere a Ipsilon Comunicação das outras agências cearenses?
Seria muita pretensão acreditarmos que somos absolutamente diferente das demais. Nossa agência tem foco no planejamento. Gostamos de saber exatamente o que fazer para nossos clientes com antecedência. Prever cenários, momentos em que é melhor defender que atacar. Temos, eu e os sócios, uma forte ligação acadêmica. Procuramos colocar em prática o que apregoamos em sala de aula. Isso tem dado resultados. Nossos clientes têm obtido resultados pra lá de satisfatórios. Mas somos uma agência pequena, com as dificuldades inerentes a esta característica. Não nos vendemos melhor do que ninguém. Apenas entendemos que poucas empresas de comunicação em nosso estado trabalham com foco. A maioria quer apenas veicular propagandas. Gastamos muito papel e neurônios antes de colocarmos a comunicação do cliente nas ruas. E, graças a Deus, quando fazemos isso, os resultados têm sido excelentes para ambos. Ao lado desse foco no planejamento, temos o orgulho de ser uma agência onde todos têm prazer em trabalhar. Procuramos aposentar o chicote e, na conversa, criar um ambiente criativo e produtivo. Nem todos se enquadram, é verdade, mas acreditamos que essa é a melhor abordagem.

10- O mercado publicitário cearense briga por migalhas ou tem pão pra todo mundo?
Friamente, sabemos que o mercado é pequeno, extremamente dependente das contas públicas etc e tal. Mas, onde comem 4, comem 5. Não chega a ser assim um pão enorme. Mas está crescendo e oferece oportunidades de negócios para todos. Lamento apenas que algumas empresas tenham uma postura pouco ética em relação aos clientes das outras e façam o famoso leilão do “quem dá menos”. Mas também tem o outro lado, pessoas que se colocam acima dessas mesquinharias e que têm posições muito bacanas. Existem muitas agências parceiras, que lutam pela melhoria do mercado como um todo. Tenho o orgulho de dizer que possuo bons amigos entre os donos de agências.

11- Ser dono de agência no Ceará é um bom negócio?
Tomara! É uma luta diária. Nossa agência ainda é uma empresa pequena, que vai para rua em busca de clientes que apostem em crescimento, esqueçam as desculpas da crise e pensem em construir um mercado melhor. Não ganho dinheiro, ainda estou naquela fase do investimento. Tem dias que dá uma certa preocupação. Mas o trabalho tem gerado resultados, temos clientes fiéis e satisfeitos. É uma questão de tempo. Trabalhamos concentrados em nossos clientes. Temos objetivos e planejamos com precisão onde queremos chegar. Então, não tem jeito, mais cedo ou mais tarde os resultados virão. Outra coisa legal é a oportunidade de trazer novos talentos, contribuir para formação de novos de profissionais. Não sei ainda se é um bom negócio, mas a gente se diverte um bocado.

12- Pra trabalhar com criação basta ser criativo?
Ser criativo ajuda, mas é preciso bem mais que isso. Conheci muitos profissionais de criação que se preocupavam apenas em fazer suas peças. Hoje isso mudou um bocado. O foco é no planejamento. Conhecer as nuances da criação é importante, mas ficar atento às necessidades do cliente e as variações do mercado também é importante. Conhecer a concorrência, reconhecer oportunidades, tendências… Vivemos a época da comunicação integrada, da internet, do marketing de experimentação, das ações alternativas. Os profissionais que pensam apenas no anúncio, estão perdendo espaço no mercado. Queremos profissionais preparados, com visão holística da comunicação. Eu particularmente, tenho um certo receio do criador estrela. Aquele cara que mal fala com os outros da agência e que passa o tempo a se achar o máximo. Prefiro o pé de boi. Aquele profissional que, mesmo não sendo o rei do insight, trabalha muito a idéia, busca informação e se prepara para enfrentar desafios.

13- Alguma propaganda ou campanha chamou sua atenção, positivamente, nos últimos meses?
Gostei muito de uns VTs da Heineken. Aquele que mostra as diferenças entre homens e mulheres. As mulheres mostram os sapatos e os homens a geladeira cheia de Heineken. Achei divertido.

Obs.: Recentemente, a Bavaria pegou carona nessa campanha também. Mas, claro, tirando sarro.

14- Que conselho você tem a dar a quem está começando na criação?
Esqueça as idéias que você já viu e busque encontrar coisas novas. Fundamental levantar informações, se preparar. Tem que saber o que está acontecendo no mundo. Ver TV, ler revistas e jornais e navegar na internet. O cara tem que ser uma esponja de conhecimento. Ler autores consagrados de marketing e planejamento ajuda. Kotler, Schmith, Al Ries… Com tudo isso na cabeça, pode enfrentar qualquer job. Ah, não esquecer a humildade. Ninguém em propaganda é genial sozinho. Agência é trabalho coletivo.

15- Como você vê a propaganda cearense daqui a 10 anos?
A formação é a tônica do nosso mercado. São muitos cursos de publicidade e propaganda, isto tem que gerar frutos no futuro. Vamos ter profissionais melhores em todos os segmentos, inclusive no cliente. Quando o cliente se profissionalizar, ninguém vai segurar nosso mercado. Depois, muita gente está indo para São Paulo. Alguns vão e ficam por lá. Outros cansam e voltam. Trazem uma bagagem diferente e uma vontade de ter aqui o que encontraram por lá. O mercado só tende a melhorar. Sou daqueles caras otimistas.

16- Resuma a propaganda cearense em uma frase.
A propaganda cearense é uma eterna adolescente com síndrome de Peter Pan.

***


Quando eu crescer quero ser que nem esse cara. Mas, claro, sem torcer pelo Fluminense. Valeu, Bitten. Grande abraço.



por Kenzo Kimura




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Gostei muito desse anúncio da Bolero. O responsável pela diretor de arte foi o Jorge Kubrusly e o redator, o Felipe Cavalcante. De qualquer forma, uma maneira bacana de alertar para um assunto tão conhecido, mas pouco levado a sério.



por Kenzo Kimura




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Eu podia tá roubando. Eu podia tá matando. Mas estou aqui blogando. É com esse pensamento que hoje o RAFIADO dá início à sua primeira campanha que, diferente das que você está acostumado a ver, não é preciso doar nem um tostão. Conheça agora a “Campanha para a arrecadação de campanhas”.

Como funciona? Basta enviar para rafiado@hotmail.com qualquer peça, anúncio ou campanha que tenha sido feito por aqui (pelo Ceará). Criou alguma coisa bacana na agência? Manda pro RAFIADO! Tem alguma peça massa no portfólio? Manda pro RAFIADO! Vale peça de qualquer mídia. Não importa se é vídeo, áudio, impresso, internet. Só importa se é bom. E quantas você quiser, não tem limites. O único limite é o da caixa de entrada do meu e-mail.

Vou indo que chegou minha parada. Aguardo suas peças.

Abraço a todos,
Kenzo Kimura.



por Kenzo Kimura




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Enquanto a maioria das agências fica de braços cruzados só se preocupando em fazer o propaganda para os clientes, a Bolero vez por outra lança uns institucionais.

A agência dá a cara a tapa e mostra que tem muita competência em vender o peixe dos outros e, claro, o dele mesmo.

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por Kenzo Kimura




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A cabeça é chata, a propaganda, não.
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