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Criado em 2008 por Kenzo Kimura, o Rafiado é um blog que fala exclusivamente sobre Publicidade e Propaganda do Ceará. Notícias do mercado, campanhas de agências locais, entrevistas com profissionais, vagas de emprego, portfólios, dicas de eventos e mais um monte de coisa massa.


Com o passar dos anos, o Rafiado se tornou um dos principais veículos de comunicação no segmento. Além de ser referência no Ceará e no Brasil, é também ponto de encontro de profissionais do país inteiro, professores, estudantes e simpatizantes de uma boa ideia.


Kenzo Kimura:

#publicitario #redator #rubronegro

Nasci em Minhas Gerais, cresci no Rio de Janeiro e amei o Ceará.
Criei o Rafiado ainda na faculdade. Hoje é ele que me cria.

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Foi com muito prazer que o Rafiado entrevistou este mês uma figurinha carimbada da propaganda cearense. Nas mesas de bares, sinônimo de polêmica. No mercado, de extrema competência. Com vocês, o Diretor do Sinapro-CE, Presidente do Clube de Criação do Ceará, Sócio-Diretor, Diretor de Arte e Diretor de Criação da Bolero Comunicação: André Mota.

Obs.: A entrevista foi composta por 15 perguntas, na qual o André optou por escrever um texto único englobando as temáticas abordadas no questionário.

***

Comecei a trabalhar com propaganda em 1989. Na época, não exatamente em uma agência. Na verdade, era uma empresa que produzia troféus e placas de homenagem.
Tive um rico aprendizado. Aprendi a trabalhar com fotomecânica, revelar fotolitos, usar retículas e paquímetro. Nesse tempo, não tinha essa molezinha de computador, muito menos internet. Tudo tinha que ser resolvido na base da curva francesa, papel milimetrado, algumas canetas de nanquim, canetas hidracor e quando muito uma cartela de letra 7. Alguns anos depois, com a chegada do computador ao Ceará (nesse tempo, diretor de arte na FOR4 Comunicação), tivemos algum progresso. Não muito, pois o mais avançado que se tinha era um 486DX2 66 com 16 Mega de memória, um super scanner de mão e o maravilhoso Corel Draw 2.0, que já nos permitia dar adeus a algumas ferramentas importantíssimas, como a máquina de xérox p&b da “Copiadora Hoje”, a caixa de canetinhas, o ampliador – uma máquina enorme que mais parecia uma máquina de fazer sorvete e era utilizada para ampliar cromos – e as fotocomposições de títulos do Jornal O Povo. Um tempo onde todos tinham que saber os porquês de tudo. Qualquer erro podia representar um anúncio saindo em branco com uma legenda que o anúncio tinha sido reservado pela agência tal e não tinha chegado a tempo. Ou seja, prejuízo do valor do anúncio e possível perda do cliente.

Alguns anos se passaram e decidi montar minha própria agência: COMTEXTO DE PROPAGANDA. Ralei um bocado. Tive que atacar de diretor de arte, diretor de criação, muitas vezes de redator e até mídia, já que minha equipe se resumia a um diretor de arte/criação/atendimento (eu), um redator, um finalista, um atendimento, que também fazia mídia, um boy e um financeiro. Quando faltava alguém, eu tinha que fazer do pagamento no banco ao mapa de mídia. O bom foi que aprendi um pouco de cada coisa, inclusive a crescer. Com 5 anos, a Comtexto já contava com 15 colaboradores e já começava a conquistar novos clientes e alguns prêmios. Com 7 anos, recebi uma proposta de sociedade em outra agência (na época a FOR4, que tinha parceria com a pernambucana Ítalo Bianchi).

Como sempre gostei de desafios, encarei mais um. Vendi minha parte na Comtexto e segui para uma nova sociedade, dessa vez com Orlando Mota.

No primeiro dia de agência nova, já encarei a primeira concorrência pública (Cagece). Foi a primeira que participei e a primeira que ganhei. Depois, participamos e vencemos a da Coelce, da AMC, da Unimed e outras de menor peso. Foi quando fizemos a primeira campanha política (José Airton para Governador). Depois da campanha, a agência passou a se chamar Mota Comunicação. Foi aí que participamos da nossa conquista mais expressiva: a conta do Banco do Nordeste. Fiquei na Mota durante 7 anos, conquistei muitas contas e prêmios nacionais e internacionais.

Ainda faltava algo. Chutei o pau da barraca e comecei tudo de novo.

Dessa vez, foi a Bolero, uma agência que respira criação desde a construção de sua sede. Nela, pude realizar alguns desejos, como ter um balanço no jardim e uma cachoeira com carpas na recepção. Na Bolero, também obtive grandes conquistas, como a conta nacional da Ypióca e Naturágua, da Organização Educacional Farias Brito, Super Rede, Murano Grill, Oui Bistrô, Cameron Construtora, Peixada do Meio, Holanda, Casa da Tia Léa, Ilmar Gourmet, Siara Hall, Platinum Motel, além da conta pública do Governo do Estado do Ceará.

Hoje, contamos com uma estrutura de 30 profissionais – na criação são 13 – que trabalham em duplas, trios, quartetos, sozinhos, no balanço, com a participação do atendimento, enfim, criamos de todo jeito, depende do job. Eu acho que esse lance de regra não combina muito com criação. Tem gente que gosta e consegue fazer bem feito assim. Eu, particularmente, prefiro que flua mais livremente. Não sei se o meu jeito é o certo, mas ele já me rendeu 9 Galos no Festival Mundial de Gramado, 1 troféu da Associação Latino-Americana de Propaganda, 6 finalistas no Profissionais do Ano da Rede Globo (no qual fomos a primeira agência a vencer no Ceará em 2007 e a única finalista em 2009), 6 Prêmios Voto Popular da Revista About, sendo 1 Grande Prêmio, 3 GPs no Colunistas Brasil, 1 GP no Promoção Brasil, 6 vezes no Acert de Rádio, 42 prêmios no Festival de Publicidade Colunistas Norte/Nordeste, 10 prêmios Central de Outdoor, 11 prêmios Promoção Norte/Nordeste, fui eleito Profissional de Marketing Promocional do Ano Norte/Nordeste em 2005, 13 prêmios Assis Santos de Criação Publicitária, 12 prêmios no GP de Propaganda do Sistema Verdes Mares, Melhor da Propaganda Regional Meio e Mensagem, além de dezenas de indicações ao prêmio ANJ.

Virar dono de agência e se afastar da criação, não rola comigo. Minha sala é dentro da criação e participo efetivamente da criação de quase todos os jobs da agência, seja fazendo direção de arte, escrevendo ou dando uma orientação pra galera. E se existe alguma crise por aí, nós transformamos em anúncio de oportunidade e aumentamos o nosso faturamento. Até hoje, gosto de tudo o que fiz, até porque, quando não acerto, costumo aprender com os erros e isso me torna um profissional melhor.

Atualmente, sou Diretor do Sinapro e tento ser presidente do Clube de Criação do Ceará. Digo que tento porque, sem grana e sem o apoio das agências, fica difícil desenvolver um trabalho competente. Somos apenas 4: eu, André Nogueira, Diego Bernardes e David Alencar. E todos, além de boa vontade, têm muitas obrigações em suas respectivas agências. Mas aceitamos ajuda. Você, por exemplo, que me fez essa pergunta, [“De 0 a 10 que nota você daria para sua gestão no Clube de Criação do Ceará?”], é muito bem-vindo pra participar. Que tal fazer do seu blog uma ferramenta de comunicação do Clube?

Juntos, fizemos palestras em todas as faculdades de publicidade e propaganda. Trouxemos, junto com a ABAP, Stalimir Vieira para o Ceará (aconteceu no Sebrae). Fizemos e colocamos o site no ar (saiu por falta de grana). Promovemos uma exposição de 50 Anos de Cartazes Políticos (aconteceu no Ideal Clube), participamos do júri de varias premiações, trabalhamos em uma campanha beneficente para a ajuda de queimados. Fora as camisetas que nos encarregamos de criar, imprimir e vender. Demos uma porrada de entrevistas. Em outras palavras, trabalhamos muito e estamos dispostos a continuar trabalhando.

[“A Bolero é constantemente alvo de publicitários. Como você reage a essas críticas?”] Fico triste em ver que o mercado de que eu faço parte é tão desunido e que enquanto falta gente pra colaborar com uma entidade como o Clube, sobra nas mesas de bar onde se reúne uma geração de babaquinhas que se especializaram em ser medíocres e falar mal do mercado.

Mercado esse que se destaca cada vez mais em premiações nacionais e internacionais. Mercado feito de grandes nomes como Barroso Damasceno, Xico Teófilo, Tarcísio Tavares, Rubens Frota, Nazareno Albuquerque, Fernando Portela, Orlando Mota, Paulo Fraga, Ciro Tomaz, Fernando Costa, Chico Gualbernei, Travessoni, Assis Santos, Bob Santos, Sérgio Fiúza, Maninho Brígido, Duda Brígido, Andrey Ohama, Marquinhos, Dudu, Evandro Colares, Eliziane Colares, André Gurjão, Eduardo Prado, Ronaldo Vasquez, Tom Barbosa, Adrísio Câmara, dentre outros que não citei, mas que são excelentes profissionais, que provavelmente pagam o salário desses caras das mesas de bar e que merecem respeito.

Vou ficar te devendo umas duas respostas, mas vou encerrar respondendo mais uma. [“O que o André faz ou gosta de fazer quando não está mergulhado no mundo da propaganda?”] Vou fazer o que eu mais gosto de fazer quando não estou fazendo propaganda: ficar com minha mulher Juliana, minha filha Glorinha e meu filhinho Benjamim.

Falou cara, parabéns pelo blog.


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Valeu, André. Vejo vocês no próximo post.


por Kenzo Kimura




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Pense nuns internautas pai dégua, minino! Acabou de sair o resultado da primeira etapa do Prêmio Top of Blogs e é com muita alegria que comunico que, graças a vocês, o Rafiado está na lista dos 100 mais votados de todo o Brasil na categoria Profissional.

E, para a segunda e última fase do prêmio, conto novamente com vocês para continuar dando o gás nos votos e faturarmos de vez esse prêmio.

A votação vai até dia 11/08, ou seja, temos mais um mês de votação aí para alcançarmos o topo.

Valeu, moçada, e obrigado pela preferência e apoio. Juntos vamos fazer um blog cada vez melhor.

Grande abraço,
Kenzo Kimura.

***

Para deixar o seu voto, é só clicar aqui.



por Kenzo Kimura




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Encerrando os institucionais da Bolero.



por Kenzo Kimura




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Bis da Bolero.



por Kenzo Kimura




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Não, não é a capa de nenhum livro do André Vianco. Eis um institucional da Bolero comemorando o fato de ter sido a primeira agência cearense a vencer um Profissionais do Ano e a única a representar o estado neste ano. Dá uma bilada aí.



por Kenzo Kimura




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Veja aqui o videocase da campanha “O Homem Perfeito” criado pela Centésimo Primeiro Macaco para a Athos. Lembrando que a campanha entrou no short list do Wave Festival, sendo a única agência do Norte e Nordeste.

Campanha Athos 2009 – O homem perfeito (overview) from 101º Macaco on Vimeo.




por Kenzo Kimura




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Já há algum tempo, a Bolero segue o conceito “20 anos melhor” nas campanhas para a creche escola Casa da Tia Léa. Antes dessa, foi essa aqui. Só que dessa vez, o lado emocional foi trocado pela responsabilidade ambiental. Direção de Criação do André Mota, direção de arte do Bruno Nastri e redação do Felipe Cavalcante.
O título do post serve, também, como uma homenagem à seleção canarinha que, apesar do susto no primeiro tempo, conseguiu dar a volta por cima e, depois, a volta olímpica na final da Copa das Confederações.


por Kenzo Kimura




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Com certeza você deve conhecer os trabalhos da Centésimo Primeiro Macaco. Também deve saber que a sede dos caras é num antigo cabaré famoso de Fortaleza. Mas alguns não sabem o porquê do nome. Então, hora de tirar a dúvida.




por Kenzo Kimura




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Perguntar para alguém: “Qual o seu jingle favorito?” é como fazer uma viagem no tempo. De 100 pessoas, 99,99% citam jingles da década de 90 para trás. Muitas vezes até de produtos que nem existem mais. Para você ver o poder deste meio.

Por que estou falando sobre isso? Bom, hoje saiu uma matéria no jornal O Povo, escrita pela Luar Maria Brandão, que mostra um pouco desse saudosismo em um meio de comunicação com poder de persuasão fortíssimo, mas cada vez mais esquecido e mal feitos pelos publicitários. Dá uma lida aí ou aqui.



por Kenzo Kimura




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Olha pro céu, meu amor! Vê como ele está cinza! (cof! cof!) É quarta-feira! Dia do primeiro jogo da semi-final da Libertadores, digo, Dia de São João! Daqui até o fim do mês, vai ter muito neguim aproveitando a data pra se melar e se passar todim, menino! Iiieeeeeeiiii!!!!

Mas como nem tudo é brincadeira, encontrei alguns “anúncios juninos de oportunidade” para comemorar a data. E taí: num é que eles estão arrumadinhos, rapaz! Palmas para a Direção de arte aprumada.

Mota Comunicação

Acesso Comunicação

3|3|3 Propaganda

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por Kenzo Kimura




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