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Criado em 2008 por Kenzo Kimura, o Rafiado é um blog que fala exclusivamente sobre Publicidade e Propaganda do Ceará. Notícias do mercado, campanhas de agências locais, entrevistas com profissionais, vagas de emprego, portfólios, dicas de eventos e mais um monte de coisa massa.


Com o passar dos anos, o Rafiado se tornou um dos principais veículos de comunicação no segmento. Além de ser referência no Ceará e no Brasil, é também ponto de encontro de profissionais do país inteiro, professores, estudantes e simpatizantes de uma boa ideia.


Kenzo Kimura:

#publicitario #redator #rubronegro

Nasci em Minhas Gerais, cresci no Rio de Janeiro e amei o Ceará.
Criei o Rafiado ainda na faculdade. Hoje é ele que me cria.

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Para muitos, trabalhar em agência é uma maravilha. Conviver ao lado de pessoas agradáveis, compartilhar sorrisos e gargalhadas o dia inteiro ao ouvir histórias hilariantes. Simplesmente, divertir-se fazendo o que gosta. É, mas para outros a história não é bem assim.
Com vocês: os 7 Pecados Capitais.

Afinal, que diabo é isso? São ações integradas entre profissionais de propaganda que visam o entretenimento dos mesmos e o constrangimento e a humilhação de outros. Trocando em miúdos: uma negrada se junta pra frescar e mangá com a cara de outro.

Basicamente, é uma cambada com nível de canalhice e sem vergonhice elevadíssimos, muitas vezes comandados pelo setor de criação, altamente organizados, que agem na espreita para tirar o máximo de sarro com a cara dos mais desavisados.

As vítimas dos 7 P.C são, principalmente, estagiários e membros recém-chegados à agência, que, por pura inocência e pelo fato de ainda estarem se situando no novo local de trabalho e conhecendo os novos amigos de profissão, dão liberdade em demasia a estes.

Agora que já sabemos o que são os 7 Pecados, vamos conhecer cada um deles.

***

Os 7 Pecados Capitais de uma agência

1- MSN de abestado não tem dono.
Regra básica: nunca deixe o seu MSN ligado quando não estiver no computador. A quadrilha se aproveita do seu descuido para modificar nick, frase e foto. Tem uns que saem e deixam offline achando que dessa forma estarão a salvos. Coitados. Mal sabem eles o quão qualificada são as quadrilhas.
Você podeaté pensar: “Besteira, vou ali tomar água rapidinho, não vai dar tempo”.

Nota rápida: para quem está acostumado a criar campanhas da noite pro dia, sempre trabalhando com clientes que querem tudo pra ontem, isso é fichinha.

Os marginais da criação agem como lebres. E sempre organizados. Enquanto um se dirige ao computador da vítima, um comparsa vai até a porta vigiar para avisar caso suje a barra. Sem contar as outras cabeças pensantes que esbravejam as melhores frases e dão sugestões das melhores fotos para serem inseridas.


2- Homi, fecha esse orkut, pelamordideus!
Nesse caso, a mecânica é bem parecida com o primeiro Pecado Capital. Aqui, os marginais se aproveitam da sua desatenção para entrar na página principal do seu Orkut e mudam seu perfil, o adicionam em comunidades comprometedoras e mandam scraps e depoimentos cabulosos para só duas pessoas: Deus e o mundo. Quando você se tocar, o estrago já vai ter sido feito e pra se explicar depois… xiiii… tem é Zé.

3- Mp3 e Ipoooooooooood!
Mecânica da parada: um marginal “rouba” o seu aparelho que toca mp3. Em seguida, apaga suas músicas favoritas e adiciona outras tipo: “I Will Survive” e “YMCA”. Mas atenção para essa parte, pois é fundamental para que tudo dê certo. Para que as vítimas não percebam a calhorda, as músicas são renomeadas com as músicas que foram apagadas. Ou seja, quando você pensa que vai escutar “Master of Puppets” do Metallica, começa a rolar um Gloria Gaynor nas alturas. Não chega a ser um constrangimento público, mas você há de convir que é uma merda.

4- Cuide do seu fundinho.
Deixar o seu computador sozinho é sinônimo de desgraça. As chances de que quando você volte a imagem de fundo seja comprometedora é alta. Fotos do Vampeta, Richarlysson e Alexandre Frota são as mais pedidas pelas quadrilhas de calhordas.

5- Fecha essa matraca, macho.
Em hipótese alguma, diga o nome da sua mãe ou irmã. “Fulana, eu te amo”, “Fulana, hoje a noite é nossa”, “Prepara o KY, Fulana”. É daí pra pior. Em muitas agências esse Pecado Capital não é mais cometido, pois sempre resultava em briga e bate-bocas. Mas algumas insistem em não deixá-lo morrer.

6- Baleiou.
Quando não estiver mais usando o Twitter, deslogue-se. Publicitários conseguem ser bem criativos mesmo utilizando apenas 140 letras. Esse Pecado Capital é o preferido dos redatores que aproveitam para exercitar a síntese de xingamentos e difamação alheia.

7- Perdeu, preiboy!
Não deixe o seu belo aparelho de celular jogado a mesa. Caso assim o faça, no primeiro descuido, ele é rapidamente recolhido pela gangue e aí as atrocidades são infinitas: toques comprometedores (esse é o mais pedido, pois a vítima só se toca do crime após muitas risadas contidas de membros da quadrilha), imagens no fundo de tela, mensagens de texto picantes para contatos que você nem se lembrava mais que existia, entre outros.

E aí? Ainda sonha em trabalhar em uma agência?

***

Tem como trabalhar em uma agência e não sofrer algum desses Pecados Capitais? Sim.
Vai ser fácil? Não.

Resumo da história, como diz o avô de um amigo meu: “Dê dinheiro, mas não dê liberdade”.



por Kenzo Kimura




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Hoje, o jornal O Povo publicou uma matéria sobre o Twitter. Então, como há muito tempo queria escrever sobre isso, caiu como uma luva. Para ler a matéria, clique aqui.

***

Sobre o Twitter muito se fala, mas pouco se conhece. Já ouvi gente falando tanta bobagem que nem me dou mais o trabalho de discutir. E errado você que pensa que quem fala isso são pessoas, digamos, ordinárias. Diretor de arte, redator, diretor de criação, dono de agência, mídia, atendimento, enfim, já ouvi isso da boca de muita cabeça chata. E, pelo visto, burra.

Há quem pense que o Twitter é uma espécie de microblog feito para suprir a ausência de amigos no mundo real. Não sei se eu rio ou se choro. Até fizeram uns videozinhos brincando com isso: o Maravilhoso Mundo do Twitter e o Flutter, “novo Twitter”.

Tudo bem. Confesso que eu também ri bastante. Mas aquele negócio, “toda brincadeira tem um fundo de verdade”. E, para muitos, esse buraco é bem mais embaixo.

Mas nós comunicadores não podemos esquecer de que uma rede social é como uma arma: um revólver pode ser usado para disparar contra um bandido ou contra um inocente. Cabe ao usuário escolher.

Para quem sabe usar, para um publicitário sério, para um bom comunicador ou até mesmo para uma pessoa comum, o Twitter é uma mão na roda. Costumo dizer que o Twitter é um “Google inteligente”. Porque assim que abrimos, dezenas, centenas, milhares (dependendo do seu número de followers) de informações e conteúdos sobre temas do seu gosto aparecem na sua tela sem que você precise se dar o trabalho de procurar. E, mesmo se quiser procurar algo específico, é facilmente encontrado e, o melhor, rapidamente respondido.

Realmente tem muita gente que usa essa rede social para postar asneiras, comentários sem noção e detalhes do seu cotidiano que, convenhamos, ninguém merece ouvir. “Acabei de acordar”, “Hoje comi arroz e feijão”, “Estou na fila do banco”, “Que fome!”. Ainda bem que, diferente da vida real, em milésimos de segundo podemos nos livrar desses malas. Basta um click e você vive sua vida normalmente, sem ninguém tomar seu tempo com bobagens.

Resumindo: fácil navegação, fácil usabilidade, vasto conteúdo, contato direto e imediato com profissionais de todo o mundo. Parece sonho, mas não é.

É o Twitter.




por Kenzo Kimura




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Todos os dias ouvimos falar nos noticiários, no mundo digital e até nos bate-papos de esquina sobre a Crise Econômica Mundial e o quanto ela está quebrando empresas, demitindo gente, acabando com sonhos, famílias, carreiras, reputações, enfim. Apesar de toda essa “preocupação”, sempre abordávamos o assunto de longe – “A crise nos EUA chegou derrubando tudo e a todos…”; “Você viu como a crise afetou a Europa?”; “Hoje demitiram milhares da fábrica da Toyota” -, mas nunca, de verdade, olhamos para a nossa terrinha. É, amigos, sinto informá-los que essa crise chata pegou os cabeças chatas.

Só do que tenho notícia, neste mês 5 cabeças da Bolero rodaram e mais 10 da Acesso Comunicação. Agências com boas contas, grandes. Claro, afinal, quem tem as ditas “continhas” que rendem em torno de R$2.500, R$3.000 por mês não tem muito o que se preocupar. Agora, quando ela rende R$20.000, R$30.000 aí sim nós temos um belo de um problema. Muitas cabeças rolaram fora essas. O “importante”, ou melhor, “relevante” é abrirmos os olhos porque a parada é séria. E é grossa.

Agora, “O que raios uma agência pode fazer para driblar a crise, sair de cabeça erguida, e tudo isso, sem demitir nenhum funcionário?”. Bom, em meados de janeiro, a Fenapro (Federação Nacional das Agências de Propaganda) se reuniu com empresários e donos de agências com um objetivo: destacar a importância de se trabalhar a imagem das empresas diante de um cenário econômico turbulento. O intuito foi de pensar em formas de tentar minimizar a tendência de corte nos custos destinados à comunicação nas empresas. Para isso os publicitários sugeriram ações para incentivar os mercados regionais a manter o investimento em publicidade e realizar atividades que contribuam para o desenvolvimento das agências. Para o presidente do Sinapro no Paraná, Kal Gelbecke, a classe deve focar ações na postura dos clientes. Segundo ele, sempre que há um cenário desfavorável, a primeira coisa que se pensa quando se fala em cortes é em verbas de publicidade. “Isso é um grande dilema, o que deveria ser motivo de maior investimento passa a ser prioritariamente, equivocadamente, descartado”, afirma. E continua, “é justamente no momento de crise que se deve investir no fortalecimento da marca e no aumento das vendas. A comunicação é uma das ferramentas fundamentais para isso”, atesta. Para Gelbecke, o custo para recuperar um espaço de mercado pode ser maior do que o gasto contido durante uma crise. Como exemplo, aqui no Ceará, o Sinapro seguiu essa linha e lançou uma campanha “A crise passa. Sua marca fica. Anuncie”. Direto, simples, objetivo e que, com certeza, faz o empresário pensar duas vezes antes de cortar a verba da comunicação.

Agora a bola vem para o nosso lado: “O que nós, funcionários, podemos fazer?”. Sem rodeios e mais direto possível, temos que entender que situações de crise são momentos que demandam do profissional de publicidade e marketing muito mais criatividade e ousadia. Não no sentido puro de criação da palavra, mas sim no que diz respeito à pesquisa e estudo, ferramentas que permitam encontrar alternativas mais astutas, viáveis e que tragam retorno ao cliente. Precisamos inovar em 2009, literalmente “200inove”. Uma das boas saídas é a mídia digital – baixo custo e excelente retorno – algo em que os empresários cearenses não costumam investir, até mesmo pela não sugestão e proposta da própria agência. Se o mundo é digital, por quê insistimos em ser analógico? Livrai-nos da receita de bolo: anúncio jornal, anúncio revista, outdoor, busdoor, backlight, empena, mídia de elevador, vt, spot. Busquemos novas mídias. Não necessariamente somente o digital. Marketing de guerrilha, ações promocionais, vivências de marcas. Simplesmente, inove.

Novas mídias, novas idéias, novos conceitos, novas possibilidades, novos mercados.

E você ainda mantém seu emprego.



por Kenzo Kimura




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O fim do mês se aproxima e a carteira se esvazia. Logo agora que vai ter o show da minha banda favorita por aqui. Logo agora que a fulaninha terminou o namoro e eu ia chamá-la pra dar um rolé. Logo agora que aquela camisa que eu gosto tanto entrou em promoção. Logo agora que eu queria comprar aquele DVD. Ah, se existisse uma forma simples de ganhar uma graninha extra no fim do mês… (Peraê, telefone tocando).

- Alô?
- Oi, tô atrás de alguém pra fazer uns panfletos e uma marcazinha de uma lojinha que eu tô abrindo e me indicaram você. Conto contigo?

Ah, os freelas! Como uma bombinha de oxigênio para as crises asmáticas dos estudantes de comunicação (principalmente os que trabalham com Direção de Arte) e como uma bomba nuclear para os donos de agência. Você pode até se perguntar: por quê um dono de agência se importaria com alguns trocados que você ganha por fora da agência? Que tal porque esse pequeno cliente um dia pode ser grande e caso você faça um péssimo trabalho agora, no futuro ele pense que investir em comunicação é jogar dinheiro no lixo? Ou até mesmo que você faça um bom trabalho, mas devido ao preço muito abaixo das agências de propaganda, eles acabem sempre a procurar os serviços de profissionais autônomos? Sim, isso acontece com mais frequência do que você imagina. Traumatizar e mal acostumar uma(um) cabeça chata é, na maioria das vezes, irreversível. Ainda mais em um estado onde os empresários veem comunicação como um gasto, não como um investimento e, principalmente, não estão acostumados com resultados a longo prazo.

Outra grande impasse é: quanto cobrar? Os freelas ainda não formaram um sindicato. Ainda. Mas, pelos corredores das agências e universidades, foi meio que “tabelado” ser 30% do preço de tabela do Sindapro. Mas, infelizmente, esses valores não são respeitados. Nenhum cliente (ou a maioria) acha justo pagar a um freela de verdade R$526,20 por um slogan de uma lojinha ou R$121,11 por um adesivo ou ainda R$318,96 por um convite. Então, eles acabam recorrendo aos “Micreiros”: aqueles que não estudam comunicação, mas são “desenrolados” em alguns programas de criação e edição. Com valores absurdamente abaixo da média, eles acabam ficando com uma fatia considerável do bolo e poluindo visualmente nossa cidade com publicidade de péssima qualidade.

De comerciais de tv, outdoors, busdoors, jingles e spots a cartões de visita, convites de aniversário de criança e marcazinhas de loja de alguma tia, os trabalhos freelancers sempre irão existir e levarão consigo o grande dilema:
“Freela: fazer ou não fazer? Eis a confusão”.

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por Kenzo Kimura




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A cabeça é chata, a propaganda, não.
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