Curioso. Confesso que assim estou pra ver os frutos da liberação do uso da Internet em campanhas eleitorais. Mas, em vez de tecer palavras sobre a falta de preparo da maioria das assessorias dos candidatos locais – aqueles que criaram contas em blogs, sites, twitters, facebooks, foursquares e afins, na certeza de que assim, como num passe de mágica, fique garantido o sucesso de sua campanha online – prefiro mostrar exemplos que realmente possam gerar discussões mais profundas.
Então, que tal começar com um rapazinho chamado Tasso Jereissati?
Nas eleições para Senador deste ano, os “marketeiros” (palavra do meu abuso que tenho certeza de que me arrependerei depois por tê-la escrito) do ‘Galeguim dos ói azul’ tomaram como norte a Propaganda Colaborativa, ou seja, propagandas sem atores, feitas pelo povo com histórias reais. Saca só.
Não sou filiado a partidos, muito menos ao PSDB, mas acredito que o primeiro passo online foi dado com o pé direito.



May 24th, 2010 at 10:16 am
Kenzo,
Propaganda com testemunhais reais existem desde a década de 70 no Brasil. Isso não é novidade. E pelo making of dá pra ver que se ensaiou muito para gerar essa “espontaneidade” toda. Esse modelo de comercial não trás nada de novo. O próprio Lula usou isso na campanha passada.
Além disso o próprio CONAR fala, em seu artigo nono, que os testemunhais devem ser “personalizados e genuínos”. Esperamos que os depoimentos ditos sejam sinceros.
Agora, alegrar-se todo com essa tentativa de Obamização de um canditado é prematura. É claro que, depois da eleição do presidente americano, quase todos os candidatos usarão desses meios para chegar à população. Isso era mais do que esperado. Resta esperar para ver quem vai ser mais inteligente e usar aquilo que você achou que é mal usado – as tais “midias sociais”, que eu concordo com você, são mal usadas mesmo – e gerar novos cases, não uma repetição enfadonha de obamismos.
Mas esse ano promete e vamos ver até onde isso vai.
Estou mais do que curioso.
May 24th, 2010 at 10:31 am
Sérgio, concordo com você. Está longe de ser algo novo, mas acho válido esse intercâmbio online entre partido/eleitorado. Pode não ser novo, mas não impede de ser eficaz. E vamos juntos com essa curiosidade. Valeu.
May 24th, 2010 at 11:40 pm
Acho que além de estar longe de ser algo novo, está longe de ser colaborativo…