Entre Rafis – André Mota

Foi com muito prazer que o Rafiado entrevistou este mês uma figurinha carimbada da propaganda cearense. Nas mesas de bares, sinônimo de polêmica. No mercado, de extrema competência. Com vocês, o Diretor do Sinapro-CE, Presidente do Clube de Criação do Ceará, Sócio-Diretor, Diretor de Arte e Diretor de Criação da Bolero Comunicação: André Mota.

Obs.: A entrevista foi composta por 15 perguntas, na qual o André optou por escrever um texto único englobando as temáticas abordadas no questionário.

***

Comecei a trabalhar com propaganda em 1989. Na época, não exatamente em uma agência. Na verdade, era uma empresa que produzia troféus e placas de homenagem.
Tive um rico aprendizado. Aprendi a trabalhar com fotomecânica, revelar fotolitos, usar retículas e paquímetro. Nesse tempo, não tinha essa molezinha de computador, muito menos internet. Tudo tinha que ser resolvido na base da curva francesa, papel milimetrado, algumas canetas de nanquim, canetas hidracor e quando muito uma cartela de letra 7. Alguns anos depois, com a chegada do computador ao Ceará (nesse tempo, diretor de arte na FOR4 Comunicação), tivemos algum progresso. Não muito, pois o mais avançado que se tinha era um 486DX2 66 com 16 Mega de memória, um super scanner de mão e o maravilhoso Corel Draw 2.0, que já nos permitia dar adeus a algumas ferramentas importantíssimas, como a máquina de xérox p&b da “Copiadora Hoje”, a caixa de canetinhas, o ampliador – uma máquina enorme que mais parecia uma máquina de fazer sorvete e era utilizada para ampliar cromos – e as fotocomposições de títulos do Jornal O Povo. Um tempo onde todos tinham que saber os porquês de tudo. Qualquer erro podia representar um anúncio saindo em branco com uma legenda que o anúncio tinha sido reservado pela agência tal e não tinha chegado a tempo. Ou seja, prejuízo do valor do anúncio e possível perda do cliente.

Alguns anos se passaram e decidi montar minha própria agência: COMTEXTO DE PROPAGANDA. Ralei um bocado. Tive que atacar de diretor de arte, diretor de criação, muitas vezes de redator e até mídia, já que minha equipe se resumia a um diretor de arte/criação/atendimento (eu), um redator, um finalista, um atendimento, que também fazia mídia, um boy e um financeiro. Quando faltava alguém, eu tinha que fazer do pagamento no banco ao mapa de mídia. O bom foi que aprendi um pouco de cada coisa, inclusive a crescer. Com 5 anos, a Comtexto já contava com 15 colaboradores e já começava a conquistar novos clientes e alguns prêmios. Com 7 anos, recebi uma proposta de sociedade em outra agência (na época a FOR4, que tinha parceria com a pernambucana Ítalo Bianchi).

Como sempre gostei de desafios, encarei mais um. Vendi minha parte na Comtexto e segui para uma nova sociedade, dessa vez com Orlando Mota.

No primeiro dia de agência nova, já encarei a primeira concorrência pública (Cagece). Foi a primeira que participei e a primeira que ganhei. Depois, participamos e vencemos a da Coelce, da AMC, da Unimed e outras de menor peso. Foi quando fizemos a primeira campanha política (José Airton para Governador). Depois da campanha, a agência passou a se chamar Mota Comunicação. Foi aí que participamos da nossa conquista mais expressiva: a conta do Banco do Nordeste. Fiquei na Mota durante 7 anos, conquistei muitas contas e prêmios nacionais e internacionais.

Ainda faltava algo. Chutei o pau da barraca e comecei tudo de novo.

Dessa vez, foi a Bolero, uma agência que respira criação desde a construção de sua sede. Nela, pude realizar alguns desejos, como ter um balanço no jardim e uma cachoeira com carpas na recepção. Na Bolero, também obtive grandes conquistas, como a conta nacional da Ypióca e Naturágua, da Organização Educacional Farias Brito, Super Rede, Murano Grill, Oui Bistrô, Cameron Construtora, Peixada do Meio, Holanda, Casa da Tia Léa, Ilmar Gourmet, Siara Hall, Platinum Motel, além da conta pública do Governo do Estado do Ceará.

Hoje, contamos com uma estrutura de 30 profissionais – na criação são 13 – que trabalham em duplas, trios, quartetos, sozinhos, no balanço, com a participação do atendimento, enfim, criamos de todo jeito, depende do job. Eu acho que esse lance de regra não combina muito com criação. Tem gente que gosta e consegue fazer bem feito assim. Eu, particularmente, prefiro que flua mais livremente. Não sei se o meu jeito é o certo, mas ele já me rendeu 9 Galos no Festival Mundial de Gramado, 1 troféu da Associação Latino-Americana de Propaganda, 6 finalistas no Profissionais do Ano da Rede Globo (no qual fomos a primeira agência a vencer no Ceará em 2007 e a única finalista em 2009), 6 Prêmios Voto Popular da Revista About, sendo 1 Grande Prêmio, 3 GPs no Colunistas Brasil, 1 GP no Promoção Brasil, 6 vezes no Acert de Rádio, 42 prêmios no Festival de Publicidade Colunistas Norte/Nordeste, 10 prêmios Central de Outdoor, 11 prêmios Promoção Norte/Nordeste, fui eleito Profissional de Marketing Promocional do Ano Norte/Nordeste em 2005, 13 prêmios Assis Santos de Criação Publicitária, 12 prêmios no GP de Propaganda do Sistema Verdes Mares, Melhor da Propaganda Regional Meio e Mensagem, além de dezenas de indicações ao prêmio ANJ.

Virar dono de agência e se afastar da criação, não rola comigo. Minha sala é dentro da criação e participo efetivamente da criação de quase todos os jobs da agência, seja fazendo direção de arte, escrevendo ou dando uma orientação pra galera. E se existe alguma crise por aí, nós transformamos em anúncio de oportunidade e aumentamos o nosso faturamento. Até hoje, gosto de tudo o que fiz, até porque, quando não acerto, costumo aprender com os erros e isso me torna um profissional melhor.

Atualmente, sou Diretor do Sinapro e tento ser presidente do Clube de Criação do Ceará. Digo que tento porque, sem grana e sem o apoio das agências, fica difícil desenvolver um trabalho competente. Somos apenas 4: eu, André Nogueira, Diego Bernardes e David Alencar. E todos, além de boa vontade, têm muitas obrigações em suas respectivas agências. Mas aceitamos ajuda. Você, por exemplo, que me fez essa pergunta, ["De 0 a 10 que nota você daria para sua gestão no Clube de Criação do Ceará?"], é muito bem-vindo pra participar. Que tal fazer do seu blog uma ferramenta de comunicação do Clube?

Juntos, fizemos palestras em todas as faculdades de publicidade e propaganda. Trouxemos, junto com a ABAP, Stalimir Vieira para o Ceará (aconteceu no Sebrae). Fizemos e colocamos o site no ar (saiu por falta de grana). Promovemos uma exposição de 50 Anos de Cartazes Políticos (aconteceu no Ideal Clube), participamos do júri de varias premiações, trabalhamos em uma campanha beneficente para a ajuda de queimados. Fora as camisetas que nos encarregamos de criar, imprimir e vender. Demos uma porrada de entrevistas. Em outras palavras, trabalhamos muito e estamos dispostos a continuar trabalhando.

["A Bolero é constantemente alvo de publicitários. Como você reage a essas críticas?"] Fico triste em ver que o mercado de que eu faço parte é tão desunido e que enquanto falta gente pra colaborar com uma entidade como o Clube, sobra nas mesas de bar onde se reúne uma geração de babaquinhas que se especializaram em ser medíocres e falar mal do mercado.

Mercado esse que se destaca cada vez mais em premiações nacionais e internacionais. Mercado feito de grandes nomes como Barroso Damasceno, Xico Teófilo, Tarcísio Tavares, Rubens Frota, Nazareno Albuquerque, Fernando Portela, Orlando Mota, Paulo Fraga, Ciro Tomaz, Fernando Costa, Chico Gualbernei, Travessoni, Assis Santos, Bob Santos, Sérgio Fiúza, Maninho Brígido, Duda Brígido, Andrey Ohama, Marquinhos, Dudu, Evandro Colares, Eliziane Colares, André Gurjão, Eduardo Prado, Ronaldo Vasquez, Tom Barbosa, Adrísio Câmara, dentre outros que não citei, mas que são excelentes profissionais, que provavelmente pagam o salário desses caras das mesas de bar e que merecem respeito.

Vou ficar te devendo umas duas respostas, mas vou encerrar respondendo mais uma. ["O que o André faz ou gosta de fazer quando não está mergulhado no mundo da propaganda?"] Vou fazer o que eu mais gosto de fazer quando não estou fazendo propaganda: ficar com minha mulher Juliana, minha filha Glorinha e meu filhinho Benjamim.

Falou cara, parabéns pelo blog.


***
Valeu, André. Vejo vocês no próximo post.
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20 Responses to “Entre Rafis – André Mota”

  1. Micael Robson Says:

    Grande entrevista, curti quando ele disse "falta gente pra colaborar com uma entidade como o Clube, sobra nas mesas de bar onde se reúne uma geração de babaquinhas que se especializaram em ser medíocres e falar mal do mercado", é um trecho polêmico do texto, mas coberto de razão.

  2. Tiago F. Moralles Says:

    Mais uma página dessa grande entrevista que é o Entre Rafis.

    Muito bom Kenzo e André.

  3. Kenzo Kimura Says:

    Valeu Micael. Valeu Tiagão.

  4. Mídia Privada Says:

    Como especialista em mediocridades tenho que perguntar:
    E o que tem a ver agências apoiarem o clube de CRIAÇÃO???

    Taí o problema do clube. Não é clube é patota. E esperar apoio de donos de agências é patético.

    No mais concordo com o que foi dito. Dou mérito ao que deve ser dado. Já elogiei muitos trabalhos do André, mas continuarei criticando aqueles que merecem. O lance é não se ofender, mas seguir em frente. Por exemplo: Ainda lembro do backbus que a Bolero adesivou que parecia que o ônibus estava ao contrário foi genial. De tirar o chapéu, mas não me peça para aceitar o "FÉÉÉÉRIAS NO CEARÁ".

    Parabéns, André! Sei que tu não vai muito com a nossa cara, mas no resumo da obra tu é bom de verdade. O que acho mais legal é o espírito pela criação da tua agência. Se você e essa diretoria que tá contigo(também grandes caras), levasse isso para o clube, ele seria o melhor do Brasil.

    Acho que a abstinência de postagens no blog está me fazendo mal. Tá vendo como tow legal?!

    hahaahahahah

  5. Temporal Says:

    Muito legal a entrevista!

    Concordo que os publicitários devam se unir mais ao invés de ficarem alimentando richas. E pelo que tenho visto, acho que isso já está começando a acontecer.

  6. Anonymous Says:

    “Conhecia” o André Mota versão mesa de bar, ouvindo “os caras” do mercado. incrível como um cara tão mal falado nas mesas de bar se mostra, nesta entrevista, totalmente diferente de como o pintam entre um gole e outro de cerveja. surpresa boa saber que as fofocas são apenas fofocas mesmo, talvez motivadas por puro despeito, quem sabe. mas o que mais me impressiona é ouvir (e ver) o trabalho da Bolero ser constantemente atacado, aqui neste blog e muito mais nas mesas de bar. se o trabalho é bom, todos calam, se é polêmico ou não tão bom assim, chuva de críticas e pseudo-profissionais investindo pesado em tempo e trabalho para procurar o link da referência, ou daquela peça do anuário do Uzbequistão, que lembra tal peça da Bolero.

    Confesso que fiz (e ainda faço) parte de uma ou outra reunião de bar, e já me peguei falando coisas não tão gentis sobre Bolero e André Mota, mas há algum tempo vinha me sentindo incomodado com isso. até por que, eu e meus colegas de bar (assim como a enorme maioria das agências cearenses) não estamos colocando nada de relevante nem de diferente na rua, nos limitamos ao cliente e nos acomodamos a criticar os outros. Bom ou ruim, acertando ou errando, a Bolero, o André buscam fazer diferente e acertam muitas vezes. Parabéns a Bolero e ao André pelas premiações. Torço para que o mercado realmente mude para melhor, como o Temporal disse já estar acontecendo, e nos unamos por algo maior que o nosso umbigo cheio de cerveja: o nosso mercado.

    PS: devido ao conteúdo deste post, é claro que postei anônimo.

  7. Costa e Silva Says:

    Kenzo, quando tu vai promulgar o AI-5? Ou vocês acham que só 6 pessoas comentaram esse post?

  8. Anonymous Says:

    "chuva de críticas e pseudo-profissionais investindo pesado em tempo e trabalho para procurar o link da referência, ou daquela peça do anuário do Uzbequistão, que lembra tal peça da Bolero." Se for chupada de fora tá valendo? É isso então? Cadê o caráter? Cadê a vontade de fazer diferente? É, anônimo, não troque a cerveja pelo chá.

    PS: também achei melhor ficar anônimo. até porque o comentário não vai sair, só entram elogios.

  9. Kenzo Kimura Says:

    Caro, Costa e Silva, aqui não são aceitados comentários que denigram a imagem de ninguém, seja pessoa física ou jurídica.

    Infelizmente, muita gente prefere aproveitar este espaço para fazer comentários moleques e cretinos.

    Se não tens argumentos para criar um diálogo saudável entre internautas/entrevistado, sugiro que procure outro blog.

    Afinal, ao contrário de uns e de outros, meu nome está escaradado para todos verem. E todos sabem onde me encontrar e onde reclamar.

    Valeu e até a próxima.

  10. Anonymous Says:

    Só acho que a entrevista foi vazia, sem motivo. Não achamos uma saída pra paralização do clube (ao contrário, acabei descobrindo que também sou culpado) nem mesmo pra escassez de coisa boas nos jornais e outdoors. E citar todos os donos de agência será que não é político além da conta? Tenho certeza que um Diretor de Arte de SP não iria citar o Justus como um fodão do mercado. Desculpe quem gostou, mas foi o que achei. Kenzo, que tal levar a Pastaonline como referência? O Versolato falou da vida dele mas também falou de mercado, de criatividade. André, que tal passar o clube pra quem quer mesmo?

    PS: foi cretino? foi moleque? Creio que não.

  11. Guimarães Rosa Says:

    Amigo Kenzo, o que significa "escaradado"? Essa eu não inventei. Um abraço, Guima.

  12. Mídia Privada Says:

    Senhores, como assim só saem elogios? Tudo bem que minha crítica não foi lá essas coisas, mas houve sim crítica. Só fiz questão de também saber dar créditos.

    Não quis voltar a assuntos tão batidos e discutidos. O Mídia Privada já publicou algumas peças da bolero (boas e ruins, sacadas e chupadas). Paciência! Tanto que falei de resumo da ópera.

    Agora não me venham com essa de AI-5. Que coisa dramática. Imagino que tenha vindo como anônimo porque é EMO.

    Eu mesmo já critiquei o Rafiado e o blog ganha cada dia mais consistência. E tem mais é que colocar moderação mesmo, porque a galera alopra. Faz assim… escreve e depois lê como se estivesse falando para sua mãe. Se você achar que falaria assim com ela, manda vê. Do contrário, fala a mesma coisa, mas manerando no palavreado.

    Valeu, kenzo! Deixa eu ir embora antes que passe essa "crise de identidade"! hahahhahaah!

  13. Kenzo Kimura Says:

    Anônimo: eu, inclusive, peguei emprestado algumas perguntas da entrevista do Versolato. Pode não parecer pq o andré optou por escrever um texto só.

    Sua crítica é totalmente bem-vinda. Pena que não gostou. Espero que goste da próxima. Abraço.

    Guimarães Rosa: quis dizer "escancarado". Digitei apressado.

  14. Kenzo Kimura Says:

    Mídia Privada: valeu pela visita e tá na hora de atualizar o blog de vocês, hein? hehe

  15. Anonymous Says:

    Dúvida: quais foram as perguntas que ele não respondeu?

  16. Kenzo Kimura Says:

    Para não deixar dúvidas: o André não fugiu da raia. Apenas optou em responder as perguntas de uma forma única. O que, por um lado, pode ter deixado algumas respostas vagas, não deixou de mostrar o ponto de vista que ele tem sobre algumas temáticas.

    Quem sabe mais pra frente não rola outra entrevista. Vamos esperar.

    Obs.: Eu sei que ninguém disse que ele fugiu das perguntas. Foi só para colocar um ponto final nessa história que, convenhamos, já deu o que tinha que dar.

  17. Diego Pavão Says:

    Entrevista muito legal.
    Muito bom pra conhecer quem fez história na propaganda cearense.

    Abraço Kenzo e parabéns pelo blog.

  18. Anonymous Says:

    Uma entrevista interessante e bastante política. Acho o trabalho da Bolero e o André Mota um reflexo do novo momento que vivemos na propaganda Cearense: a mudança dos caciques. Surgem novos paradigmas e antigas questões são esquecidas. Acho a história bonita, interessante. Quantos prêmios… No entanto, não sou nova nesse negócio de propaganda. Ganhar licitação? Parece piada. Quem trabalha com isso sabe que esse negócio é meramente político. Troca de favores… Lembro de uma certa agência que ganhou umas licitações de instituições públicas importantes. Aí, por mera coincidência, tinha relações com o partido governista na época. Maravilha, é assim que funciona. Todos sabemos disso e ficamos calados querendo abocanhar nosso pedaço. Trabalho com propaganda há muito tempo, já vi muita coisa feia no mercado. Não frequento conversa em botequim, nem gosto de falar mal de ninguém. Prêmio? Fica lindo em portfólio e parede – além de render um bocado de entrevistas. Mas todas nós sabemos como funciona esse negócio… Quem inscreve muita peça, tem mais chances. Quem tem mais grana, inscreve mais. Não vou nem falar das premiações especificamente, mas andei vendo prêmios que, pelo amor de nosso Deus! Não sei… Acho o André uma referência de empenho e criatividade, um cara legal e batalhador. Só achei a entrevista muito política, meio terra da fantasia. A lista de nomes colocada no final (quem trabalha sabe)? É um querendo tomar a conta do outro. No nosso mercado é todo mundo falando mal de todo mundo. É assim com o André e é assim com todo o resto.
    Sucesso incomoda.
    Chupada? Ah, isso é coisa para o Mídia Privada.

    Euzinha

  19. Fábio Chabert Says:

    Grande Andrezão, só quem teve o prazer de trabalhar com este cara sabe o quanto é um cara do bem e sangue bom. Ótima entrevista com um ótimo representante do mercado Publicitário Cearense.

    Um grande abraço

  20. cristian carvalhal Says:

    Grande André, exemplo de trabalhador e criatividade…meu grande amigo.

    Ótima entrevista

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